Portal do Bebê reúne fotos de recém-nascidos da rede pública de saúde do estado do Rio

No dia 22 de janeiro, a estudante Livia Estevão deu à luz o menino Miguel no Hospital Estadual Azevedo Lima (HEAL), em Niterói. Avó coruja, Regina Oliveira aprovou a iniciativa do portal para apresentar o pequeno à família.
– A ideia de mostrar as fotos no site é boa, ainda mais para quem tem parentes que moram longe e não teriam como conhecer o rosto da criança. Deu tudo certo nesse momento tão importante para a minha filha – conta Regina.
Mãe de primeira viagem, Lívia, ganhou um livro com todas as instruções para lidar corretamente com o bebê. Moradora no bairro Manilha, em Itaboraí, ela lembra dos momentos antes do parto.
– Estava muito ansiosa e tive que passar por outros hospitais antes de vir para cá. Mas desde que cheguei ao Azevedo Lima fiquei mais tranquila porque o atendimento foi ótimo. Segui a sugestão do médico e fiz o parto normal. Logo no dia seguinte já consegui me sentar e andar normalmente – diz ela.
Parto normal, a melhor opção – “Natural é parto normal”. É com esta afirmação que o médico obstetra e coordenador da maternidade do Hospital Estadual Rocha Faria (HERF), em Campo Grande, Juciney Pacheco, inicia a explicação sobre os benefícios que o parto normal traz para as mães e os bebês. Este também é o conceito preconizado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e pelo Ministério da Saúde (MS). Segundo o especialista, as vantagens do parto normal são muitas: os índices de complicações, como infecção e hemorragia, são menores; dor quase inexistente no pós-operatório; o risco de morte de mães e bebês é seis vezes menor; tempo menor de recuperação da mãe, permitindo que ela rapidamente tenha contato com o filho e comece a amamentar; e o tempo para a mãe retornar às atividades no parto normal é quase imediato e da cesárea é de, em média, 25 dias.Além de orientar os médicos a optar pelo parto normal, com exceção dos casos em que há indicação de cesárea por conta de possíveis riscos para mãe ou bebês, a Secretaria de Estado de Saúde investe no parto humanizado, já implementado no Hospital da Mulher Heloneida Studart, no Hospital Estadual Albert Schweitzer e no Hospital Estadual Rocha Faria. Neste último, apesar de ser uma unidade de saúde referenciada como maternidade de alto risco, o índice de realização de cesáreas é abaixo de 30%, conforme preconiza a OMS, que recomenda uma taxa entre 15% e 30%. Em 2011, o hospital realizou 6.797 partos, sendo 4.916 normal.
Núcleo de Avaliação Fetal – O Hospital Estadual Rocha Faria inaugurou no dia 14 de dezembro o primeiro Núcleo de Avaliação Fetal (NAF) da rede pública estadual de saúde, que permite, por meio de exames avançados, avaliar o feto ainda dentro da barriga da mãe. O novo serviço conta com ultrassonografia morfológica fetal, dopplervelocimetria materna e fetal, cardiotocografia basal, perfil biofísico fetal, perfil biofísico do embrião e amnioscopia. Todos eles são voltados, principalmente, para pacientes em gestação de alto risco. A futura mamãe pode acompanhar tudo através de um monitor, recebendo as explicações necessárias durante o procedimento. Todos os exames são indolores e não-invasivos.
O NAF funciona dentro da maternidade do hospital e atende pacientes internadas na unidade e em outros hospitais da rede da Secretaria de Estado de Saúde (SES), agendadas previamente na secretaria do NAF. Essas pacientes precisam ter um pedido médico e ser encaminhadas pelas unidades da SES. O atendimento é diário e ininterrupto para as gestantes internadas no hospital e de segunda a sexta, das 8h às 17h, para as demais.