Hospital Melchiades Calazans é referência em cirurgias de varizes no estado

– Usamos uma técnica de cirurgia menos invasiva, que deixa marcas menores e diminui o tempo de recuperação. A operação leva aproximadamente uma hora. Varizes não têm cura definitiva, mas o tratamento ajuda a atenuar os problemas causados por ela. A incidência é maior em mulheres por questões hormonais e cerca de 90% dos casos tem causa hereditária ou são agravados por profissões que obrigam o trabalhador a ficar em pé ou sentado por longos períodos. Mas os homens não podem se descuidar – revelou a angiologista Nycole Magalhães.
Alívio depois de 30 anos
Um dos casos de varizes mais graves já tratados pelo HEVMC, acometeu um homem: Renêe do Nascimento, de 46 anos. Ele lida com as varizes desde a adolescência e durante quase 30 anos passou por vários tratamentos em outros hospitais, inclusive particulares, sem sucesso.
– Fiz a safenectomia, que é a retirada da veia superficial. Mas não amenizou o problema. Eu sentia dores fortes, tinha feridas abertas na perna esquerda. Não sabia o que era usar bermuda ou ir à praia. Estava sempre cansado, com inchaço nos pés e não conseguia trabalhar direito. Cheguei a pedir para amputarem a minha perna – contou o cabeleireiro Renêe.
O tratamento no hospital de Nilópolis lhe permitiu recuperar não só a saúde e a aparência física, como também a autoestima para trabalhar e se divertir sem constrangimentos.
– Fui encaminhado para o Melchiades Calazans por uma clínica. Retirei as últimas duas safenas e o restante das varizes aqui no hospital. Depois da cirurgia, a ferida fechou em duas semanas. Achei que isso nunca ia acontecer. Cheguei com a autoestima baixa. Agora é só alegria. Consigo trabalhar tranquilo. O atendimento no HEVMC mudou minha vida para muito melhor. Recomendo a todos que precisam que façam a cirurgia – dá a dica.
Possíveis complicações de varizes
Segundo Nycole, as varizes, quando não tratadas devidamente, podem evoluir para úlcera varicosa, uma complicação que atinge até 2% da população adulta com o problema.
– A gente acaba sendo um pouco psicóloga. Temos que acalmar pessoas que chegam desesperadas, pensando que vão ser amputadas. Renêe é testemunha e a prova de que todo o nosso esforço vale a pena. Ajudar as pessoas a recuperar a dignidade e a qualidade de vida não tem preço. Trabalho também em outros lugares, mas nenhum deles tem a estrutura para esse tipo de tratamento que temos aqui no HEVMC – resume a medica.
De acordo com ela, o procedimento serve para diminuir o risco de trombose e minimizar o risco de morte por embolia pulmonar. O cronograma a seguir entre a cirurgia e a recuperação é simples:
– Primeiro o paciente deve procurar a secretaria de saúde do seu município. Para que esta secretaria faça contato através do Núcleo Interno de Regulação. Quando chega aqui, passa por mais duas avaliações: a clínica e a do ambulatório de anestesiologia, para que seja feita análise de risco. O paciente recebe alta e sai andando do hospital em até dois dias depois da operação. A recuperação é feita em casa, com repouso de uma semana. Em até duas semanas o paciente deve retornar para revisão e é liberado para trabalhar. Não é necessário sequer entrar em licença pelo INSS – detalhou Joé Sestello, diretor da unidade.
FONTE: Governo do Estado do Rio de Janeiro