Prevenção à hanseníase acontece com a Carretinha da Saúde

Parte do programa Rio Sem Hanseníase, a iniciativa é uma parceria do RIOSOLIDARIO-Obra Social do Rio de Janeiro com o Movimento de Reintegração das Pessoas Atingidas pela Hanseníase (Morhan), a Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro e as Secretarias Municipais de Saúde, por meio do Conselho de Secretarias Municipais de Saúde do Estado do Rio de Janeiro (Cosems RJ) e patrocínio do Instituto EBX.
– O diagnóstico precoce é fundamental para que o tratamento – gratuito e disponível no SUS – seja realizado com sucesso, evitando a transmissão da doença para outras pessoas e a ocorrência de sequelas – afirmou o coordenador nacional do Morhan, Artur Custódio.
Segundo ele, a informação é a melhor estratégia para reduzir a incidência da hanseníase na população brasileira e combater o preconceito que ainda envolve a doença.
– Apesar de a hanseníase ter elevados índices de cura, o Brasil ainda é o primeiro País no ranking mundial de prevalência da doença. Esta triste realidade é fortemente influenciada pelo preconceito, que afasta pacientes do diagnóstico e das unidades de saúde. Por isso, ações como essa são fundamentais – disse.
A Carretinha da Saúde é uma unidade móvel adaptada, com três ambulatórios, palco para atividades de educação em saúde, sala de espera e acolhimento climatizada e com recursos multimídia e elevador para pessoas com deficiências. Além de realizar o diagnóstico da hanseníase e difundir informações sobre a doença, o equipamento promove ações culturais para prevenção da saúde, por meio de abordagens lúdicas como o teatro.
Hanseníase no Brasil – De acordo com o Ministério da Saúde, 30 mil novos casos de hanseníase foram identificados no país em 2011 – o que significa uma redução de 15% em relação ao ano anterior. Entre menores de 15 anos a redução foi de 11%. Apesar do avanço, a eliminação da hanseníase ainda permanece como um desafio à saúde pública brasileira. A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda que o coeficiente de prevalência da doença corresponda a menos de um caso por cada 100 mil habitantes – segundo o Ministério da Saúde, em 2011 o Brasil registrou o coeficiente de 15,88 casos novos por 100 mil habitantes.ue e Aids.
FONTE: Governo do Estado do Rio de Janeiro